INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DE MYTHGARD

Postado em 01 de janeiro de 2008

Os primeiro raios de luz se insinuavam no céu escuro, indicando o início do amanhecer em Britan. Os anos em guerra haviam impresso um ar cansado e desesperançoso em cada rosto. Tantas cidades tombaram nas mãos de criaturas enfurecidas... undeads, orcs, ratmans e até mesmo demônios... aparentemente sem um líder único, atacavam em hordas e sem piedade, parecendo unidos apenas por um ideal: expurgar os humanos dessa terra.

Amontoados em Britain, os refugiados de outras cidades aguardam o que o destino lhes reserva. Aguardam também notícias de Trinsic, a única cidade com excessão de Britan que ainda assegurava alguma resistência contra a horda.

"Alguém está vindo! Tem um homem vindo a cavalo ao longe!" um dos guardas grita de cima das muralhas, cortando o silêncio e colocando outros guardas em alerta.

Rapidamente o cavaleiro é reconhecido como Sir Rupert, o comandante das tropas estabelecidas em Trinsic. Com o robe tingido de sangue, tanto seu quanto de inimigos, ele mal pode se por de pé ao descer de sua montaria e suas palavras não são nada animadoras:

"Eles... eles mataram todos... eu... eu falhei..."

A notícia é levada ao Rei Leoric, aquele que um dia já foi o governante de um extenso império humano em Britania. Agora, com a derrota de Trinsic, resta-lhe apenas Britain.

Sentado em seu trono, nunca sentira a coroa e o manto real pesar-lhe tanto. Durante os últimos dias havia estudado O Tomo com afinco, dias e noites a fio. Parecia quase um presente de deus tê-lo encontrado, a cada linha traduzida das antigas runas mais fascinante se tornava a descrição das magias.

Ressurreição... imortalidade... as palavras do Tomo ecoavam na mente do Rei, confundidas com as idéias desesperadas de salvação para o seu povo.

'Se meus guerreiros pudessem ressurgir quando tombassem para a morte... se os healers pudessem não apenas curá-los, mas lhes dar uma nova vida... isso nos daria uma chance, uma chance de reagir...' pensava Leoric, quando tomou a decisão.

"Tragam-me O Tomo!", ele ordena, sentindo uma gota de suor percorrer-lhe o rosto.

"Preparem o local para a magia, conforme minhas instruções. Eu lhes direi o que fazer. Os inimigos estarão chegando em breve! Somos o último bastião da raça humana, mas agora deus está do nosso lado! Digam aos healers que venham até aqui, preciso deles, eles precisam aprender... e avisem a todos os que estiverem dentro dos nosso muros, mulheres, crianças, homens fortes ou idosos, que eles podem ser convocados a qualquer momento! Não pelos guardas, mas por... eles saberão quando forem convocados... serão novas pessoas, prontas para vencer, pois não precisarão mais temer a morte!" o Rei conclui, enfático e a palavra de um Rei tem que ser seguida à risca.